Nesses últimos quatro meses de descaso com o blog, deixei passar algumas coisas que poderiam ter sido registradas. No começo de setembro tirei a carteira de moto, e logo comprei uma scooter. Uma Torino preta, um bom negócio. Mais recentemente, a Gemma também tirou sua habilitação, e agora que dei de presente um capacete, vai passar a usar a motoca também. Ano que vem.
Em novembro teve o festival Harvest, que foi ótimo. Num clima muito aprovado (instalações artísticas, média de idade mais avançada, pouco piá mangolão, e filas pra quase nada), vi Walkmen, Clap Your Hands Say Yeah, Bright Eyes, Mogwai, Flaming Lips e Portishead – que encerrou o dia de forma brilhante. No dia seguinte fui ao sideshow do Bright Eyes, meu favorito do festival. Também revi Explosions In The Sky duas semanas atrás, e foram magníficos, tocando pra muito mais gente do que eu esperaria.
De fininho chegou o Natal, que dividimos em três: passamos a véspera com os brasileiros que estão aqui (e não viajando), misturados com uns poloneses (que também comemoram na véspera), mais uns asiáticos e um kiwi. Comida pra caralho. Dia 25 foi com a família estendida da Gemma, na casa dos tios, e na janta do dia 26 (feriado aqui) a família “reduzida” se reuniu na casa dos pais.
Estou de volta no trabalho nessa semana morta, só pra compensar as duas semanas a mais que vou tirar de férias a partir do mês que vem. Ééé, faltam só duas semanas e estamos bem empolgados.
O reveillon vai ser um tanto sossegado. Comer e beber na churrasqueira do prédio, talvez caminhar até um ponto bom pra ver os fogos à meia-noite, e depois festa no apê ou na bagunça de Kings Cross.
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Nesse momento de reflexão sobre o ano que passou, percebo um número de pessoas torcendo pra 2011 acabar logo, dizendo que foi um ano de merda, ou um ano de desafios, ou de total reestruturação. Esses últimos não reclamam, e às vezes até despertam inveja ou admiração, mas no geral sinto que o mimimi tá forte. E fico feliz em constatar que pra mim foi um ano bem tranquilo.
Numa escala global certamente houve muita insatisfação vindo à tona e quebrando as costas do camelo, o que é excitante. Mas na minha bolha foi tudo ok.
Em março me tornei um residente australiano, um marco importante na minha linha do tempo. Em maio, fui morar sozinho pela primeira vez, sem dramas maiores. No segundo semestre a Gemma se mudou, e também pela primeira vez passei a morar junto nesse sentido – e tem sido ótimo. Tudo isso com bastante saúde. Até comecei a andar de moto e até agora – toc toc toc – nenhum arranhão.
A única coisa cagada de 2011 tem sido a temperatura em dezembro mesmo, hehe. Mas aposto que vai dar saudade quando a gente se deparar com o PUDIM PORTOALEGRENSE.
Entre as resoluções informais de Ano Novo temos:
- Aprender a tocar baixo. Ou ao menos tentar. Se eu me desinteressar, posso desistir sem prejuízo, pois peguei todo o equipamento emprestado do cunhado.
- Virar cidadão australiano no primeiro semestre.
- Definir um plano de carreira. Tá na hora de decidir pra valer o que eu quero fazer da vida, e provavelmente não é o que estou fazendo atualmente.
- Dependendo dos dois itens acima e de outros fatores, há a possibilidade de passar um tempo na Europa. Pode ser ainda em 2012, ou em 2013. Isso não é bem uma resolução, mas achei válido compartilhar. Se rolar, resoluções incluirão corrida dos touros em Pamplona, La Tomatina e Oktoberfest.
Não esqueçam do pé direito durante a virada. Vai saber, pode ter sido o que faltou no começo de 2011 pra quem se complicou!
Tche, tua estada na Europa tem uma parada obrigatoria ao menos: Barcelona. Minha casa esta a disposicao.
Finalmente um RECAP!
Bom te ler. Ótimo resumo. Beijão