same old same old
Como denuncia o post anterior, estou dando uma olhada nas “tiras” do projeto a softer world, que muito me agradam. Há pouco eu vi essa, que brinca com aquele dizer furado feito pra inspirar confiança em patroa: “pra quê sair pra comer hambúrguer se posso comer filé em casa?”. Oh, que fofo. A resposta óbvia que ignora quem quer é: filé, pela milésima vez seguida, também enjoa.
Aí, numa interessante coincidência, no minuto seguinte eu caí nesse artigo, que trata justamente de saturação, ou a sensação de enjoar de algo agradável devido a repetição. Não menciona nada sobre sexo, usando apenas exemplos como comida ou música*, mas é evidente que pode-se aplicar o princípio à monogamia.
A “boa notícia” é que, de acordo com o estudo desenvolvido, basta PENSAR nas OUTRAS experiências que tu já teve, e isso vai funcionar melhor que o próprio passar do tempo pra dissolver tua sensação de saturação.
Não sei se seria de grande serventia pra quem foi solteiro por 44 segundos, 20 anos atrás… Hm, talvez seja esse o grande papel da pornografia: providenciar falsas memórias em prol da manutenção de matrimônios fiéis e sexualmente ativos. Heh.
(*) Eu almoço o mesmo prato todo dia, ouço um bom single dezenas de vezes no repeat, sem problemas. Claramente há pessoas mais ou menos propensas à saturação, algo ligado aos sentimentos em relação à rotina que comentei em algum post antigo. Nota mental: namorada rotinofóbica = chances maiores de ser traído.
e aquele hambúrguer incerto não enjoa? tem mais chances de vir ESTRAGADO, também. hehe.
Filipe é dos teus.