wrok

2009 Fevereiro 23
by Leandro CP

Foi ontem o temido Soundwave Festival, aquele que continha sete mil bandas. Aqui tem umas fotos, sem muita edição.

Acabou sendo confirmado como locação o Eastern Creek Raceway, um TARUMÃ da vida que fica lá nos cafundós do judas. A viagem de trem até a estação mais próxima levou quase uma hora, e de lá havia ônibus gratuitos levando o público pro local: seriam outros 15 minutos que viraram muito mais que isso com o engarrafamento nos arredores.

Eu e o Egs tínhamos saído do centro com alguma folga pra ver Less Than Jake, primeiro show que interessava, marcado pras 12:30. E de fato, chegamos no local antes disso. Chegamos, mas não entramos: tinha um aglomerado absurdo de gente se acotovelando e afunilando pra entrar por umas míseras 6 ou 8 fileiras. Não seriam tão “míseras” se não fosse o fato de que cada um era revistado, mandavam tirar até cintos de REBITE, coisital; mais entregar ingresso, mostrar identidade, pegar pulseira de maior… Isso acabou retardando tudo de forma surreal.

Nem contei quanto tempo passamos ali no empurra-empurra – e isso que ainda demos um MIGUÉ de chegar pelo lado que acredito ter abreviado muito o sofrimento -, mas foi foda, e me fez perder o Less Than Jake. No entanto, depois que finalmente entramos, foi só alegria. Todo o resto do evento foi tranquilo. Não tinha filas absurdas pra comida, bebida ou banheiro, o que costuma também ser um problema.

No começo do dia, enquanto amargurávamos tentando entrar, o tempo tava perfeito pra festival: nublado, nada de sol, nada de chuva (apesar do chão enlamaçado). Aí deu uma chuviscadinha muito rápida, mas mais tarde o que aconteceu foi que abriu o sol, instaurando um calor e alarmando os desavisados que, como eu e o Egs, não tinham pensado em passar protetor. Deu uma avermelhada nas bochechas, mas nada demais.

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Eram seis palcos, mas acabamos meio que ignorando dois deles. O 1 e o 2 eram os enormes, um colado no outro, fazendo o esquema de revezamento imediato. O 3 era de médio porte, servindo de cenário pra maioria das bandas que eu queria ver. E o 5 era minúsculo, o Egs chamava de TRIVIAL BAR, mas também deu lugar a umas apresentações maneiras. O que importa é que o som tava bom em todos.

Segue um resumo AUDIOVISUAL das bandas que tiveram minha atenção até a bateria da minha câmera acabar:

Depois disso ainda peguei o finalzinho de Alice In Chains, o começo de Nine Inch Nails (intenso e com belíssima iluminação, mas kinda boring nonetheless), quase todo o show do Face To Face e um encerramento SUSSA com o Mike Herrera do MxPx solito e acústico.

E outro ponto alto, já de noite, foi quando eu e o Egs encaramos um BRINQUEDO que tinha lá, igual ao que o Lique e o Gui usaram lá em Gold Coast. Um estilingue gigante apontado pra cima, em que faz as vezes de pedra uma espécie de gaiola redonda com duas pessoas sentadas dentro – só que, obviamente, nesse caso o elástico fica preso na pedra, pra puxar de volta. Praticamente um bungee jump às avessas. Eu, que já estava rouco devido ao show do New Found Glory (pra mim, o melhor do dia), depois disso fiquei sem voz mesmo. Trinta mangos bem gastos.

Depois de quase doze horas caminhando, correndo de um palco pra outro, subindo e descendo morros (o terreno era bem irregular, o que na verdade ajudava na visão de cada palco), encarando algumas rodas de pogo esporádicas, sendo esmagado sem piedade na cerca na frente do palco, tomando diversos golpes na nuca de gente que vinha de trás fazendo mosh, berrando junto sem pudor quando era preciso… Desnecessário dizer que no fim do dia o estado físico era deplorável. Depois da peregrinação de retorno, só fui chegar em casa perto da uma da manhã. Um bom final pro final de semana, mas um péssimo jeito de preparar o início da seguinte.

Uma resposta leave one →
  1. 2009 Fevereiro 24

    credoincruz! só de ler fiquei cansada… mas se valeu a pena, que se dane!

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