guenta

Digitei esse post na segunda-feira, com a internet CAÍDA no trabalho: não tem desculpa melhor pra escrever pro blog. Incrível como todos viramos reféns da GRANDE REDE. Sempre que isso acontece e ficamos sem, vem à mente aquela pergunta: “como é que os escritórios se viravam antes da internet??”

Ontem tive UM TRECO no trabalho, literalmente, de tanta correria pra acertar todas as pontas soltas antes de vazar. Me bateu uma confusão mental no fim do dia, não conseguia pensar direito. Fui pra casa, com a sensação de que alguém tinha me drogado: não conseguia diferenciar pensamentos de memórias recentes. Chegando em casa, dormi por um par de horas e acordei ok.

Hoje, quarta, é o último dia no trabalho. Como já anunciado, chego em Porto Alegre na manhã dessa sexta-feira 13 (uuuh). Espero um final de semana de ALTAS CONFUSÕES, e torço pra poder rever bastante gente durante a primeira semana. No dia 21 chega a Gemma.

Eis algumas decisões mais recentes sobre nosso itinerário no país. No sábado 28, iremos ao festival MECA, no litoral. Não que o lineup seja deslumbrante, mas em comparação com os preços daqui o ingresso parece tão módico que vale a pena. E assim também tenho uma desculpa pra mostrar pra Gemma nosso mar chocolatão e as maravilhas da culinária low brow de verão (crepe e buffet de sorvete).

Depois esticaremos um pouquinho mais no RS pra pegar o Planeta Atlântida na sexta-feira 3. Não que o lineup seja deslumbrante (hdfhgh), mas eu gostaria de testemunhar os guris da Fresno nesse tipo de palco, coisa que nunca tive a chance de fazer, tendo vazado em 2006. Logo depois eu e a Gemma partimos pra Floripa, com meus pais. Chances de encontrar um pessoal no meio da jornada, ou fazer uma parada em Laguna.

Dia 8 voamos de Floripa pra Salvador, e aí começa a parte “mochilão suado” da viagem. O plano é dormir em Salvador nesse dia, depois pegar um barco pra Morro de São Paulo e passar duas noites lá, dormir mais uma noite em Salvador no dia 11, e no dia 12 temos o voo pra Maceió.

Em Maceió mesmo teremos só uma noite, e na manhã do dia 13 partimos com um carro alugado pela PE-060 – supostamente uma das mais belas estradas do Brasil, beirando a costa – a caminho de Maragogi. Uma noite lá. No dia seguinte, seguimos até a Praia dos Carneiros: duas noites lá, numa pousada aparentemente meio isolada, na beira do mar, no que deve ser o momento mais relax de toda a viagem. No dia 16 a gente parte cedo, passa o dia inteiro em Porto de Galinhas, e chega de noite em Recife. Dia 17 é sexta de Carnaval.

Dia 19 voamos pro Rio, onde ficaremos com um amigo do meu pai, que acaba de conseguir pra gente os ingressos pra Sapucaí, na segunda-feira dia 20. Tomara que dê certo, o PROCESSO de compra é meio absurdo de tão complicado. Muita gratidão. Na meia-noite entre dia 23 e 24, temos que estar no aeroporto pra voltar. Via Dubai. Longas horas, mas pelo menos é Emirates.

Até logo, Brasila!

recap

Nesses últimos quatro meses de descaso com o blog, deixei passar algumas coisas que poderiam ter sido registradas. No começo de setembro tirei a carteira de moto, e logo comprei uma scooter. Uma Torino preta, um bom negócio. Mais recentemente, a Gemma também tirou sua habilitação, e agora que dei de presente um capacete, vai passar a usar a motoca também. Ano que vem.

Em novembro teve o festival Harvest, que foi ótimo. Num clima muito aprovado (instalações artísticas, média de idade mais avançada, pouco piá mangolão, e filas pra quase nada), vi Walkmen, Clap Your Hands Say Yeah, Bright Eyes, Mogwai, Flaming Lips e Portishead – que encerrou o dia de forma brilhante. No dia seguinte fui ao sideshow do Bright Eyes, meu favorito do festival. Também revi Explosions In The Sky duas semanas atrás, e foram magníficos, tocando pra muito mais gente do que eu esperaria.

De fininho chegou o Natal, que dividimos em três: passamos a véspera com os brasileiros que estão aqui (e não viajando), misturados com uns poloneses (que também comemoram na véspera), mais uns asiáticos e um kiwi. Comida pra caralho. Dia 25 foi com a família estendida da Gemma, na casa dos tios, e na janta do dia 26 (feriado aqui) a família “reduzida” se reuniu na casa dos pais.

Estou de volta no trabalho nessa semana morta, só pra compensar as duas semanas a mais que vou tirar de férias a partir do mês que vem. Ééé, faltam só duas semanas e estamos bem empolgados.

O reveillon vai ser um tanto sossegado. Comer e beber na churrasqueira do prédio, talvez caminhar até um ponto bom pra ver os fogos à meia-noite, e depois festa no apê ou na bagunça de Kings Cross.

###

Nesse momento de reflexão sobre o ano que passou, percebo um número de pessoas torcendo pra 2011 acabar logo, dizendo que foi um ano de merda, ou um ano de desafios, ou de total reestruturação. Esses últimos não reclamam, e às vezes até despertam inveja ou admiração, mas no geral sinto que o mimimi tá forte. E fico feliz em constatar que pra mim foi um ano bem tranquilo.

Numa escala global certamente houve muita insatisfação vindo à tona e quebrando as costas do camelo, o que é excitante. Mas na minha bolha foi tudo ok.

Em março me tornei um residente australiano, um marco importante na minha linha do tempo. Em maio, fui morar sozinho pela primeira vez, sem dramas maiores. No segundo semestre a Gemma se mudou, e também pela primeira vez passei a morar junto nesse sentido – e tem sido ótimo. Tudo isso com bastante saúde. Até comecei a andar de moto e até agora – toc toc toc – nenhum arranhão.

A única coisa cagada de 2011 tem sido a temperatura em dezembro mesmo, hehe. Mas aposto que vai dar saudade quando a gente se deparar com o PUDIM PORTOALEGRENSE.

Entre as resoluções informais de Ano Novo temos:
- Aprender a tocar baixo. Ou ao menos tentar. Se eu me desinteressar, posso desistir sem prejuízo, pois peguei todo o equipamento emprestado do cunhado.
- Virar cidadão australiano no primeiro semestre.
- Definir um plano de carreira. Tá na hora de decidir pra valer o que eu quero fazer da vida, e provavelmente não é o que estou fazendo atualmente.
- Dependendo dos dois itens acima e de outros fatores, há a possibilidade de passar um tempo na Europa. Pode ser ainda em 2012, ou em 2013. Isso não é bem uma resolução, mas achei válido compartilhar. Se rolar, resoluções incluirão corrida dos touros em Pamplona, La Tomatina e Oktoberfest.

Não esqueçam do pé direito durante a virada. Vai saber, pode ter sido o que faltou no começo de 2011 pra quem se complicou!

cocobanana

Compradas as passagens pra próxima ida ao Brasil. A novidade é que dessa vez não vou sozinho: os conterrâneos terão a oportunidade de conhecer minha estimada companheira, Gemma.

Sairemos de Sydney no dia 12 de janeiro. Eu chego em Porto Alegre na manhã do dia 13, uma sexta, enquanto a Gemma ficará sozinha na capital argentina por uns dias antes de juntar-se a nós no dia 21, a tempo do aniversário da minha mãe.

Mais duas semanas em Poa, ou quase isso, e aí subiremos até SC de ônibus: passando por Laguna e depois uns dias em Floripa. Voamos pra Salvador, conferimos os arredores, e então é Maceió. Lá alugamos um carro e tomamos a estrada até Recife, parando em alguns pontos que prometem.

A primeira metade do carnaval será em Olinda. No domingo voaremos pro Rio, onde o plano é estar na Sapucaí pra noite de segunda. Mais uns dias na Cidade Maravilhosa e, na madrugada de sexta (24/02), inicia-se o retorno à Austrália.

Vai ser demais conhecer esses lugares que nunca visitei, com a desculpa de estar levando a gringa. Além disso, a Gemma tá bem empolgada pra conhecer todo mundo e até anda cogitando fazer umas aulas de português. Mas eu tô preparado pra fritar a cuca como intérprete 24/7. Amigos que queiram treinar o inglês: conto com uma ajudinha pra distrair a moça. :)

stay upright

Nunca dirigi aqui na Austrália, com exceção do último feriado de Páscoa, e desde então a minha carteira brasileira venceu e eu me tornei obrigado a fazer uma carteira de New South Wales, caso queira manter essa carta na manga. Resolvi fazer – até porque assim eu tenho o que usar quando visito o Brasil, sem precisar renovar a CNH.

A boa notícia é que, sendo macaco velho, tem como “converter” a carteira brasileira pra adquirir a australiana sem passar por todas as etapas que um jovem australiano encararia – primeiro uma carteira de aprendiz, cheia de restrições, depois DUAS carteiras preliminares (ainda limitadas), e só então, uns TRÊS ANOS depois, a carteira PLENA. Basta traduzir a CNH, passar por um teste teórico e um prático, e é isso. Não vai ser tão fácil – bastante coisa pra estudar, e vou precisar treinar mais atrás do volante-do-lado-errado – mas podia ser pior.

Acontece que resolvi também estender a CAJADADA ao coelho ao lado: uma vontade latente de poder dirigir VESPAS. Não necessariamente desta marca, então devo dizer SCOOTERS. É um semi-desejo meio velho, e julguei ser um bom momento pra ir atrás, já que vou estar na função.

Mas aí é outra história. Eu que mal subi em moto nessa vida entro no ciclo pelo comecinho: um curso básico antes de ter a carteira de aprendiz. Antigamente o sujeito fazia o teste teórico, saía com a carteira e boa sorte: sem poder nem ter um instrutor (tratando-se de uma moto), o cidadão tinha que se virar sozinho, e podia fazê-lo no meio do trânsito, se quisesse. Hoje o governo obriga a fazer esse pré-cursinho, de apenas sete horas divididas em dois dias seguidos.

Fiz o curso nessa quarta/quinta, e ainda bem. Muito útil, sem sombra de dúvida. Eram umas vinte pessoas, divididas entre quatro instrutores. No meu grupo de cinco, eu fui o único guri de apartamento que preferiu usar uma automática em vez de manual (o que significa que só poderei dirigir motos automáticas depois). E ainda assim eu fui o único que chegou a cair da moto. Patético. Nem sei como aconteceu, foi muito rápido, enquanto eu fazia uma curva bem devagar. Enfim.

De qualquer modo, retirei o certificado de conclusão desse cursinho, e agora devo levá-lo ao RTA (correspondente ao Detran) e fazer a prova teórico pra moto. Marquei pra fazer no sábado que vem, logo antes da prova teórica pra carro, pela qual eu começo a função das quatro rodas.

No intervalo da segunda manhã do curso, logo depois do mico da queda e com a confiaça um pouco abalada, fiquei repensando se moto era mesmo pra mim, se eu queria ir até o fim com isso, se devia sequer ficar e completar o curso. Cogitei de leve a desistência, mas como já tinha inve$tido, decidi não amarelar. Continuei, e fiz bem, pois o restante da aula foi melhor, e até me deixou ansioso pra praticar com mais tempo, ao meu próprio ritmo.

Pelo jeito agora vou ter que comprar uma MOTOCA, porque não conheço ninguém que tenha uma pra emprestar – e se eu não praticar, vou me dar mal quando chegar a hora do teste pra próxima fase da habilitação. E eu preciso evoluir pra essa próxima fase dentro de um ano, senão “reseta” tudo: vence minha carteira de aprendiz e eu volto à estaca zero, precisando até refazer esse mesmo curso. Jogar tudo fora não rola.

Estou no momento tentando decidir se compro uma scooter nova ou usada. Nova é sempre bom, tá tudo em ordem e não tem donos anteriores pra culpar sobre qualquer problema escondido… Porém, eu certamente vou derrubar essa merda mais uma ou duas vezes, e isso doeria bem mais com uma moto novinha em folha do que uma já arranhada. Então acho que vou preferir uma usada, contanto que bem cuidada no que diz respeito a todas as exigências, tudo que tem de estar funcionando pra moto ser registrada sem problemas.

É engraçado adentrar de uma hora pra outra um público-alvo inteiramente novo. Eu que sempre passei reto por qualquer coisa que tivesse a ver com moto, agora paro e presto atenção. Anúncio de acessórios pra motoqueiro? Ih, de repente eu tô de olho em todos. Afinal, os gastos dessa brincadeira irão além da moto em si e dos gastos com registro, papelada e seguro. Artigos de proteção são em geral bem caros, e as opções são muitas, tem que pesquisar. Capacete é o óbvio. Luva, bem recomendável. Penso também em investir em proteções rígidas pra joelho e cotovelo, tipo de skatista – foram essas as partes que doeram um pouco com a queda ridícula do curso preparatório, e certamente as que mais sofrem sempre. Acho que assim poderei abrir mão de jaqueta, botas ou calças especiais – coisas que, é bom dizer, eu certamente não dispensaria se planejasse ter moto DE VERDADE, em vez de lambretas peidorrentas limitadas à cidade. Nunca pretendo viajar de moto.

Mas uma coisa de cada vez. O foco essa semana tem que ser no estudo do conteúdo teórico, pra eu não marcar touca no sábado que vem e tirar a bendita carteira, pra começo de conversa. Aí sim vamos às compras.

Aos interessados, aqui dá pra praticar online, ad infinitum, as provas teóricas do RTA.

200 couches

O mês de maio foi casca grossa, com a mudança, a compra de móveis pro apartamento, a extenuante montagem dos mesmos… E tudo sendo trazido escada acima enquanto o elevador estava estragado. Fiquei devendo um post com fotos da nova morada, mas agora que está tudo no lugar, chegou a hora.

O último toque veio no domingo passado, quando a Gemma se mudou e trouxe sua fiel escrivaninha. Pois é, agora moramos juntos! Tive que abrir mão da minha bateria eletrônica pra dar espaço, mas em vez de vender eu só troquei de lugar com a escrivaninha – ou seja, a bateria ficou na casa dos sogros. Tudo bem, PERIGA eu tocar mais, se brincar um pouco toda vez que visitarmos (no mínimo quinzenal).

Abaixo, a última versão de uma planta que eu fiz usando o www.floorplanner.com, e que ajudou muito durante o planejamento da coisa toda.

Ainda serve como planta, embora outras das intenções pros móveis também tenham mudado desde então. Pra verem como ficou no fim das contas…

Conheçam La Bombonera!

Sala

O álbum do Picasa também tem fotos do prédio e do parque que fica na frente. Quem vem visitar primeiro?